
Muito se tem especulado ao longo dos últimos dias sobre o futuro próximo da selecção nacional, e em particular, no que á nova equipa técnica diz respeito.
O nome que tem vindo a publico com maior consistencia é o do Professor Carlos Queirós.
De facto, Queirós é o nome mais consensual no meio federativo. Todos veriam com bons olhos o regresso do "filho pródigo", autor de uma profunda revolução estrutural em toda a "árvore genealógica" federativa, no inicio dos anos 90, desde as camadas jovens, até ao principal escalão.
Quem não se lembra dos Mundiais de sub-20 de Riad e Lisboa (1989, 1991), que fez despontar nomes como Luis Figo, Paulo Sousa, Joao Pinto ou Rui Costa?
Ora neste momento, o futebol portugues necessita de uma nova "revolução". Alguém que pense as selecções de cima a baixo, que não se limite a meia dúzia de treinos com os AA, descorando as camadas jovens, fazendo delas o "parente pobre" dessa cadeia. Bem, assim sendo o trabalho será maior e haverá menos ferias no Brasil, bem sei. Mas convenhamos..com o salário pago aos últimos seleccionadores nacionais, convém que façam mais qualquer coisinha, assim como quem não quer a coisa...
E quem tem descorado a vertende da formação, não poderia estar mais errado! A formação é essencial para a melhoria competitiva do futebol português. Se ha carência de pontas de lança, de laterais esquerdos...deve-se a que? Precisamente á falta de aposta na formação...e depois queixam-se que a principal equipa nacional conte ja com dois jogadores naturalizados.
Não que tenha algo contra o Deco e o Pepe, muito pelo contrário: têm-se mostrado pedras fulcrais na estratégica competitiva nos ultimos anos (mais no caso do Deco).
Mas esta situação, não posso deixar de admitir, não me agrada. Como português, preferia ter uma equipa portuguesa, que "a" fosse na verdadeira acessão da palavra.
Queirós, sem qualquer réstia de dúvidas, é a melhor escolha para fazer face a este problema, digamos.."geracional".
Sabemos ja a opinião de Madail...mas estamos, contudo, a esquecer-nos da opinião da outra parte envolvida na questão: a do próprio Queirós. Será que Queirós, fascinado com a possibilidade de a velha raposa, Alex Ferguson lhe deixar o Manchester nas mãos, quererá perder esta oporunidade única de ser o manager de um dos maiores clubes do mundo? Sinceramente, não me parece..é que, caros leitores, o comboio só passa uma vez....

1 comentário:
Deixar o Manchester para vir para a selecção? Um bocado parvo mas pronto. Quanto menos trabalho e mais dinheiro melhor né?
Realmente o Queiroz neste momento é a escolha mais viável.
Conhece bem a selecção, toda a sua estrutura, aposta nas camadas jovens e conhece bem todos os jogadores que formam a selecção.
Outra possibilidade seria o Manuel José. Ganhou tudo o que havia para ganhar pelo Al Ahly, já lá está à uns quantos anos e já revelou vontade em treinar a selecção.
Vamos ver o que o cromo do Madaíl escolhe.
Quanto à formação, bem que podem agradecer ao meu Sporting! Mas, tal como tu disseste, há duas posições que estão com muita falta de jogadores: defesa esquerdo e ponta de lança. Mesmo os que estão agora nos sub-21 não são grande coisa por isso tem que se apostar mais cedo noutras escalões (sub-16, sub-18).
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